Eu gosto de visitar lugares que me transmitam paz, e tranqüilidade, gosto de sair sozinho, ficar com meus botões, viver no meu timing, andar no meu ritmo, ver imagens que alegram meu coração e me inspiram, depois de 3 meses trabalhando direto, de domingo a domingo, decidi que precisava mudar o ambiente que me cercava, menos cinza, mais cores, menos barulho, mais silêncio, menos agitação, mais contemplação...Lembrei do Templo Zu Lai, pertinho de casa, e tem tudo que eu precisava, principalmente espaço para meditar e muitos motivos para fotografar.
Acordei 1 hora atrasado, saindo de casa pedalando até o trem, liguei pro Igor “cara, to indo, me espera...mas como eu chego aí?”, “...desce na estação Santo Amaro e atravessa a Ponte Transamérica na contra-mão, estou aqui na Guido Caloi, debaixo da estação do Metro Santo Amaro...”, “...contra-mão na Transamérica?...loucura pra mim, prefiro descer na Estação Socorro, e pedalar até a entrada da Guido Caloi, é mais seguro...”, Ok, estou aqui...”, e lá foi eu.
Eu já tinha ouvido falar do movimento Bicicletada, Massa Crítica, ou Critical Mass, mas nunca havia me aprofundado no assunto, só sabia que existia mais um grupo de ciclistas que se reunia na cidade, entre muitos, eu já tinha pensando em conhecer o grupo, mas nunca havia tido a oportunidade, foi então que o Rex me chamou, e lá fui eu.
Dois anos após a primeira versão, ainda na época do Bora pra Trilha, voltamos para o velho centro para um passeio de bike, com o propósito de pedalar com calma, sem aquele formigueiro de gente no caminho, sem camelôs, e assim, observar e admirar os detalhes arquitetônicos e históricos que se escondem em meio a correria frenética, louca, e esquizofrênica que pulsa na cidade.