Cachoeira da Iponina PDF Imprimir E-mail

Visita a cachoeira da Iponina em Joanópolis

Era aniversário de Joanópolis, dia de São João Batista, a fama era de ser a melhor festa junina do interior, 1 semana de festas, então foi pra lá que nós fomos, eu, Igor e Marcos, a cidade tem 5 mil habitantes, quem vai um dia, sempre volta, conhecida como capital do Lobisomem, uma estância turística com muitos atrativos, estávamos lá por causa das festas juninas, era uma atrás da outra, se pegássemos embalo, estaríamos até hoje de fazenda em fazenda comendo e dançando.

 Esta cidade tem muitos atrativos para quem quer fugir de São Paulo, a apenas 115 Km da capital, conhecida também como jóia da Mantiqueira, não tem como não sentir vontade de morar lá, várias trilhas, cachoeiras, lazer no rio e represa Jaguari, Pico do Lopo, Pedra do Medo, Pico do Selado, caça ao Lobisomem, e “causos”sem fim contados pelos moradores da região envolvendo o imaginário popular fazem desta cidade um lugar muito rico descobertas.

  Como não poderia ser diferente, passamos a noite nas festas espalhadas pela cidade, dormimos pouco, e acordamos cheios de vontade de descobrir a cachoeira da Iponina, sabíamos que era um pouco depois da cachoeira dos Pretos, pegamos o roxão (Corsa azul do Marcos, mas com jeito de roxo.) e lá fomos nós.

  A estrada até a cachoeira dos pretos é asfaltada, passou da cachoeira, virou a curva, acabou o asfalto, fomos seguindo, seguindo, seguindo, e não achávamos, perguntávamos a moradores, sempre a mesma resposta “é logo ali, mais um bucadin”, e nunca aparecia a tal da cachoeira, o jeito foi tentar seguir o rio, e todas as vezes que ouvíamos barulho de água, parávamos o carro e entravamos no mato pra ver se era a cachoeira, eram pequenas quedas de água, mas nada da cachoeira que procurávamos, até que em um momento avistamos uma placa “Propriedade Particular, entrada proibida”, deduzimos que ali tinha alguma coisa muito interessante, e entramos, fomos seguindo uma trilha e de repente, aparece a cachoeira, 25 metros de queda que caem em um sumidouro de grandes pedras lisas, redondas, e sobrepostas, percebemos que a fama de cachoeira muito perigosa era real, a água vinha em grande volume de cima, e sumia abaixo das pedras, saia no riacho apenas um filete de água, o restante deveria passar por baixo da terra até aparecer no rio logo abaixo, percebemos que se escorregássemos naquelas pedras lisas, não haveria resgate, literalmente sumiríamos levados pela forte volume de água para baixo da terra.

Vibramos de alegria, nos banhamos, e voltamos muito felizes por termos encontrado uma cachoeira tão linda.

 




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