| Pedalando na Cantareira |
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Pedalando do bar do pedrão a pedreira do DIB, na serra da Cantareira Acordei com vontade de pedalar, já fui acordando o Marcos “bora pedalar na Cantareira?”, ”vc ta é louco, são 7 horas da madrugada, hj é domingo, me deixa dormir...”, fui preparar a bike, 30 minutos depois aparece o Marcos,já pronto, “humm, aonde?, Cantareira?, ok, Bora!!!”. O objetivo era ir do bar Trilha das Torres até a pedreira do DIB, só que estávamos na divisa de Diadema, então teríamos de atravessar a cidade, pegamos o Roxão (Corsa azul do Marcos, mas meio roxo pra mim) e seguimos, roda, roda, roda, e não chega, quando começamos a subir a Nova Cantareira, o Roxão começa reduzir, engasgar, soltar fumaça, e para, que lugar pra parar, no meio da subida, aquilo não era subida pra carro 1.0, manobramos o carro sem ligar o motor e descemos no ponto morto até embaixo, paramos em um posto de gasolina, colocamos água, que estava seco, e 1 litro de óleo, pq não tinha nada, esperamos esfriar, depois ligamos o Roxão, o bixinho parecia mais contente e agressivo, agora sim, subimos a Nova Cantareira no trecho da serra, continuamos pela estrada da Roseira, encontramos a entrada para o Trilha das Torres e entramos, 500 metros a frente descobrimos porque só víamos jipes, aquilo estava com meio metro de lama, o roxão travou de novo, conseguimos sair do atoleiro e voltamos pra estrada ouvindo as risadas dos jipeiros, fomos então estacionar no bar do Pedrão, tiramos as bikes e voltamos pela estrada da Roseira, passamos o Rancho Mineiro e entramos na primeira esquerda, fomos pedalando curtindo o visual, logo percebi que se eu queria chegar na pedreira do Dib por aquela estrada, eu tinha que encarar muita subida, na primeira forçada senti uma taquicardia, parei, desci da bike e não forcei mais nas subidas, empurrei mesmo. Fomos passando em meio a muitos eucaliptos, a paisagem era totalmente rural, pessoas andando a cavalo na estrada, casas com muitas galinhas, patos, gansos, cabras, e etc, nos fundos, pesqueiros, haras, casinhas humildes, muita fumaça de fogão a lenha, e continuamos, para cima e em frente, encontrávamos muitos praticantes de Down Hill no caminho, vindo em sentido contrário do nosso, eles olhavam pra gente com cara de quem dizia, “vcs tem subida pra k7 pela frente, kkkkkkk”, não gostava do olhar sádico deles. 12 km depois...Parece pouco, e é, mas foram só subidas, e pra mim foi muito, enfim, chegamos na pedreira do DIB, a pedreira é utilizada para práticas de escalada e rappel,mas não havia ninguém, começava a chover um pouco, nada de mais, fiquei observando a pedreira embaixo, enquanto o Marcos subiu até a parte de cima, eu havia largado minha bike no chão, quando olhei pra trás vi um jegue mordendo ela, fui pra cima dele tentando afugentar, mas o bixo estava em cima da minha bike com cara e “sintomas”de tarado, ele se afastou um pouco e eu consegui pegar minha bike, o jegue não gostou , veio pra cima de mim com todo “aquele animo” e começou a morder o guidão e puxar a bike na direção dele, e eu puxava para a minha, ficamos naquela briga, eu querendo ganhar a disputa no grito, até que larguei a bike e fui para trás dele puxar a corda que ele estava amarrado, quando consegui fazer ele ficar bem longe, catei a bike e subi o Dib pelo lado para encontrar o Marcos, que sufoco. A chuva havia aumentado, resolvemos voltar, começamos a descer, nessa hora que eu percebi o quanto nos havíamos subido, levamos mais de 2 horas pra subir, mas descemos em 30 minutos, soltamos os freios e deixamos a gravidade fazer o trabalho, que delicia descer assim, na chuva, na lama, de bike, sem parar, o único trabalho que eu tinha era tirar a lama dos óculos que se acumulava, paramos um instante porque ouvimos um barulho estranho, era um som de arrepiar, parecia 2 onças brigando, era um som alto e de dar medo, de repente, tudo quieto, ficamos com medo e voltamos a pedalar, (mais tarde, em um passeio ao Jd Botanico, decobri que o som que ouvimos não era 2 onças brigando, mas sim um macaco, o Bugio, que faz um som de botar medo mesmo)e conseguimos voltar para o Bar do Pedrão, o Bar do Pedrão é um dos poucos lugares que se entra encharcado de lama dos pés a cabeça, atravessa o bar, chega no balcão, pede uma cerveja, volta pra tua mesa, e ninguem repara em vc, mas se vc estiver limpinho e arrumadinho, sua pinta vai ser de quem está perdido, é um ponto de encontro de jipeiros e trilheiros (de moto), todos no mesmo estado que a gente, tomando cerveja com gosto de barro. Pegamos o roxão e voltamos para cidade, no primeiro posto que vimos que tinha ducha, paramos, fomos lavar com mangueira as bikes, e começamos a tomar banho de mangueira tb, estávamos muito cheios lê lama, depois que nos e nossas bikes tomaram banho de mangueira em posto de gasolina, voltamos para casa felizes por um domingo cheio.
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