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Ciclotur de Osasco a Santana de Parnaíba Sexta-feira, aniversário de São Paulo, e uma ótima opção para curtir o feriado é pedalar, melhor ainda se o objetivo do pedal for um programa histórico e cultural, então eu e o Renato Doidera decidimos que faríamos uma pequeno ciclotur, sairíamos de Osasco e visitaríamos Santana de Parnaíba, uma cidade histórica pertinho de São Paulo, considerada berço dos Bandeirantes, nenhum dos dois conhecia a cidade, muito menos o caminho, mas como quem tem bike sai na rua pra pedalar mesmo, lá fomos nós, em uma aventura em busca de história e cultura. Saímos de casa, as 9 da manhã, as 10 já estávamos saindo de Carapicuíba e entrando em Alphaville / Barueri, aonde comemos um lanche no Mac Donald’s, em seguida fomos em direção a Santana do Parnaíba, passando por todos os residenciais pegamos muito morro, eu já estava xingando quem tinha feito aquela estrada, e a cada longa descida eu já ficava com medo da subida que viria logo a frente, eu nem imaginava que teria tantos morros assim, depois de muitos pedidos de informação, paradas pra descanso, e ciclotrekking depois, subimos o último morro e descobrimos que o centro histórico de Santana do Parnaíba estaria lá embaixo, agora era só declive, quando chegamos na entrada do centro histórico e vendo o Rio Tietê passando a margem da cidade, eu entendi que os Bandeirantes haviam chegado ali pelo rio, e não por trilhas, inteligentes eles não?. Amarramos as bikes ao lado da Igreja Matriz e fomos conhecer a cidade. Santana de Parnaíba foi fundada em 1580, por Suzana Dias (filha de Lopo Dias e neta de Tibiriçá) e seu filho André Fernandes, aqui partiam as bandeiras que foram responsáveis pelo crescimento do Brasil, nasceram ou viveram nomes como Raposo Tavares (um dos principais responsáveis pela conquista da região sul do Brasil), Domingos Jorge Velho (fundou e povoou varias cidades no nordeste do Brasil), Bartolomeu Buenos da Silva, o Anhangüera (expandiu o Brasil avançando o sertão de Goiás), e outros nomes igualmente importantes, que contribuíram para demarcação do nosso território, descoberta de riquezas, até na defesa do país, quando expulsaram os Franceses do Rio de Janeiro, e os Holandeses de Pernambuco. A partir desta cidade foram fundadas outras, hoje pertencente ao caminho turístico Rota dos Bandeirantes, como Araçariguama, Pirapora do Bom Jesus, e Itu, de Itu nasceram Porto Feliz, Cabreúva, e Salto, e de Porto Feliz, nasceu Tietê, e daqui também se inicia o Caminho do Sol, uma caminhada turística de 230 km ( ou religiosa para alguns ), que passa por 13 municípios históricos do alto e médio Tietê, como Itu, Capivari, Piracicaba, e termina em águas de São Pedro. No centro histórico existem mais de 200 imóveis preservados do séculos 17 a 19, mostrando as técnicas de construção da época (taipa de pilão, taipa de mão, etc), inclusive a casa em que morava o Anhangüera, e um sobrado em que D.Pedro I se encontrava com a Marquesa de Santos, ainda nesta cidade foi construída em 1901 a primeira usina hidrelétrica da América Latina pela São Paulo Tramway Light & Power, seus equipamentos foram levados em carros de boi a partir de Baruerí, que os trazia do Santos pela ferrovia, e até 1914 era a única fonte de energia elétrica em São Paulo. Como mais tarde as grandes estradas e as ferrovias não passaram por Santana, a cidade não se desenvolveu desordenadamente, mantendo suas características, tradições, conservando suas obras arquitetônicas, fazendo dela hoje um centro histórico preservado, comparando a Ouro Preto em Minas Gerais. Terminado nosso turismo, pegamos a Estrada dos Romeiros em direção a Rodovia Castelo Branco, passamos por Baruerí, Itapevi, Carapicuíba, e chegamos em Osasco as 18 horas, muito felizes pelo passeio, que inclusive, foi o primeiro ciclotur do Renato, e o primeiro pedal dele em sua bike nova, que venham muitos outros.
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