Pedal no Pomar Urbano (margem esquerda do Rio Pinheiros) PDF Imprimir E-mail

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Acordei 1 hora  atrasado, saindo de casa pedalando até o trem, liguei pro Igor “cara, to indo, me espera...mas como eu chego aí?”, “...desce na estação Santo Amaro e atravessa a Ponte Transamérica na contra-mão, estou aqui na Guido Caloi, debaixo da estação do Metro Santo Amaro...”, “...contra-mão na Transamérica?...loucura pra mim, prefiro descer na Estação Socorro, e pedalar até a entrada da Guido Caloi, é mais seguro...”, Ok, estou aqui...”, e lá foi eu.

Desci na Estação Socorro da CPTM, pedalei pela Guarapiranga, fiz um pit-stop em um posto para calibrar os pneus, e passando na segunda ponte, vejo o Rio Pinheiros abaixo, e logo no fim da ponte, uma trilha em direção da estradinha que margeia o rio, essa entrada caiu do céu, é por ela que eu fui, logo nos primeiros metros tive que parar de pedalar para esperar passar um rebanho de gado que estava atravessando a estradinha, devia ter umas 40 cabeças, fiquei filosofando”...acho que estou a 40 km da Praça da Sé, no máximo, encontrar um rebanho pastando do Rio Pinheiros é muito inusitado...”, terminou a travessia,  continuei, já estava vendo a ponte-estação estaiada, o Igor devia estar logo abaixo dela me esperando a uma hora e meia, e estava, culpa minha, mas vamos que vamos, o objetivo era percorrer a estradinha da margem esquerda do Rio Pinheiros em toda sua extensão, e tínhamos um belo dia pra isso, e muita vontade, pois era um plano antigo, que eu e o Igor postergamos varias vezes, mas hoje daria certo.
A estradinha da margem esquerda do Rio Pinheiros é toda de terra, e nela se encontra o Projeto Pomar Urbano da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que com a ajuda da iniciativa provada, cria e preserva um projeto paisagístico em quase toda margem esquerda do Rio Pinheiros, plantando árvores, flores, arbustos, e outras plantas, o engraçado é que eu não reconheci nenhuma árvore frutífera (rs), mas pelo que eu observei, o pouco que tem parece bem feito.
Iniciamos nosso pedal, devagar, observando toda a margem sob um ponto de vista diferente, estava muito sol, mas estava um pouco frio também, encontramos uns corredores no caminho, e outros ciclistas, percebemos que este espaço, embora margeando um rio poluído e mal cheiroso, se o governo investisse, daria uma ótima opção de lazer, e mais, se houvesse ciclovias instaladas e passarelas de acesso ao longo da ciclovia, daquelas de rampa em caracol, seria perfeito, enquanto isso não acontece, percebi que alguns ciclistas a frente do seu tempo, resolveram não esperar por esta obra (ciclovias na marginal) e já fazem uso da estradinha como uma ciclovia, para não pedalar na marginal, se arriscam a atravessar as faixas de alta velocidade, para pedalar tranqüilamente até o ponto desejado, depois atravessar a marginal novamente, eu fiz isso na ponte do Jaguaré, e percebi que realmente é menos arriscado atravessar a marginal para pedalar na estradinha, do que pedalar por toda a marginal.
Pedalando, conversando, tirando fotos, observando este lado da cidade, conseguimos ver diferentes aves, capivaras, até cachorros, todos vivendo de um rio morto, a natureza é realmente muito complexa, para agüentarmos um pouco o cheiro horrível do rio, estávamos usando uma máscara, que impedia um pouco o cheiro, e a poeira, de entrar em nossos pulmões, foi uma grande sacada.
22Km depois, chegamos próximos ao Rio Tietê, nosso objetivo inicial era pedalar ida e volta, mas no caminho um arame atravessou minha roda traseira, acabei entortando o cambio, raios, e estourou até o bagageiro, por milagre, sem cambio, consegui pedalar devagarzinho, até voltarmos para a ponte do Jaguaré, aonde atravessamos a marginal, a ponte, e pegamos o trem da CPTM para voltarmos.
Foi um belo e diferente pedal, vários momentos eu fiquei imaginando o rio limpo, e com ciclovias em sua extensão, seria ótimo, mas na realidade atual, pedalar no Rio Pinheiros só com mascara, alem de ser ilegal, é uma área de concessão da EMAE, e normalmente eles não autorizam pedalar por lá, eu mesmo já tentei pedir autorização muitas vezes, sem sucesso, mas não vi qualquer situação que pudesse colocar um ciclista em risco, talvez em dias de semana aquilo deve ser cheio de caminhões, tratores, e veículos da EMAE, só não conseguimos passar por dentro da Usina da Traição, tivemos que contornar 100 metros na contra-mão da marginal, para depois voltar para estradinha e seguir em frente.

Valeu Igor Winner, pela companhia.

 





Comentários (4)
27-07-2008 22:23
Ainda voltaremos para curtir mais.
Boney
27-07-2008 22:44
O dia contribuiu para essa pedalada... estava um dia bem ensolarado, mas com clima ameno... Tinhamos fôlego para seguir adiante mas resolvemos não arriscar devido o problema com a bike do Boney.... Mas valeu muito a pena... excelentes fotos, grandes momentos e com certeza em breve voltaremos pra lá... na minha opinião, infinitas vezes melhor pedalar ali que no Pq Ibirapuera.... Valeu Boney pelo convite e pela sua força de vontade em realizar mais uma pendência que tinhamos... Falta algumas!! rs
Igor
18-10-2008 14:38
cara, as fotos ficaram sensacionais!! 
 
www.blogdosirmaos.com
roberto sena
23-12-2008 20:47
otimo local ja havia pensado antes mas nunca tive coragem a prefeitura tem q investir muito para termos um espaço descente..
patricia

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