| A Pedra Grande Contando com uma superfície aproximada de 200 mil m², a Pedra Grande, localizada na Serra do Itapetinga, é, certamente, a maior responsável pela atração de turistas ao município, não só pela prática dos esportes chamados extremes - ou radicais - como também para momentos de simples contemplação e busca do que chamamos de "paz interior". | | | | 
| Falar de Atibaia é falar da Pedra Grande. A referência ao maior cenário turístico da cidade é inevitável. E não é por menos, nem por falta de merecimento. Além das grandiosas formas - avistadas com grande beleza em praticamente toda a cidade - estudos comprovam que são abençoados os que moram ao redor desta grande rocha. | | Sua dimensão e formação geológica são responsáveis por um nível de energia cuja influência positiva se faz sentir intensamente até a um raio de 2500 metros a partir do seu centro. A partir daí, surgem benefícios inúmeros, à saúde física, emocional e mental. | 
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| Devido aos seus efeitos terapêuticos, a Pedra Grande é comparada aos grandes santuários que se espalham pelo mundo: Machu Pichu e Ollantaytambo, no Peru, Grand Canyon e Mount Shasta, na Califórnia, Sedona, no Arizona, Haleakala, no Havaí e, como não poderia deixar de ser, as pirâmides do Egito. Espaços onde ainda se encontram pedaços do paraíso.... | Pesquisas | Uma das pesquisas realizadas na Pedra Grande foi sobre sua formação e minerais que a compõem - a qual foi coordenada pelo Instituto de Geociências da USP (Universidade de São Paulo), em 95, através dos professores José Vicente Valarelli e José Barbosa de Madureira Filho, com a contribuição da professora Eumico Okumo - do Laboratório de Dosimetria do Instituto de Física da USP-; do professor Toshiyuki Nakagima, do Instituto Nacional de Pesquisas de Tóquio, e dos pesquisadores Agnes Maria da Fonseca Fausto e Sérgio Masanori Otsubo - ambos também da USP. | 
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| Sabe-se que a radiação ionizante, ou seja, de íons (agrupamento de átomos com excesso ou falta de carga elétrica negativa) é radioativa se emitida em quantidade excessiva e constante, o que causa sérios prejuízos à saúde. Através da pesquisa realizada pelos estudiosos, constatou-se que a radiação ionizante da Pedra Grande, assim como a da cidade, é de baixa intensidade, ou seja, inofensiva à nossa saúde. | | Do ponto de vista geológico, o responsável pelas pesquisas foi o geólogo inglês John Simon Molyneux, também no mesmo período. Segundo ele, neste aspecto, a Pedra Grande representa enorme campo de estudos, pois nela a presença de granito é muito significativa.
A sua localização - do "granito de Atibaia", como é chamado - é em área inativa, de profundas falhas da crosta, originalmente formada a uma profundidade de 30 km no interior da Terra. | 
| Formação Geológica | 
| Através das pesquisas do geólogo John Simon Molyneux, da Inglaterra, concluiu-se que a formação da Pedra Grande data de 600 milhões de anos, já se encontrando a 30 km abaixo do nível do mar. Com os movimentos tectônicos na Era Mezozóica, as placas terrestres se chocaram, dando origem às montanhas. | | Segundo suposição do geólogo, a grande pedra localiza-se entre o Atlântico e o mar de dentro, aflorando por volta de 65 milhões de anos atrás. Hoje, a Pedra Grande localiza-se a 1450 m acima do nível do mar e tem 650 m - 50 metros a mais que o Pão de Açúcar. | 
| Composição | Sua composição é basicamente de microclínio (40%) e quartzo (35%); e em porcentagens menores encontram-se ainda apatita (5%), zircão (5%), epídoto (5%), carbonato (5%) e sericita (5%). O quartzo, também chamado de "cristal de rocha", é composto de sílica pura, um emissor e condutor de energia. Segundo a fonosofisioterapeuta Elaine Blach, que estuda as propriedades das pedras a partir das suas ressonâncias, o quartzo em sua forma pura é usado para promover a regeneração em diversos níveis de músculos, nervos e ossos, inibindo dores, limpando miasmas que se acumulam em nosso campo eletro-magnético e ativando os centros de energia vital (chacras), o que promove constante bem-estar. | | 
| O silício, por sua vez, consolida, juntamente com o cálcio, os ossos e as artérias, conservando nelas a flexibilidade; entra na constituição da pele, membranas, vísceras, unhas e cabelos, atuando junto com o enxofre no crescimento capilar, combatendo arteriosclerose, enfermidades da pele e raquitismo. Sua falta pode ocasionar anormalidades no sangue, calvície, fadiga mental, tosse, transpiração excessiva e veias varicosas. | | De acordo com a composição da Pedra Grande, outros minerais fazem ainda parte dela, trazendo grandes contribuições: o carbono, cuja forma cristalizada em estado puro é o diamante (condutor de calor e eletricidade); o ferro (condutor de oxigênio do sangue para as células do corpo, atuando também na atividade muscular através de enzimas e nas oxidações celulares, sendo ainda responsável pela formação de glóbulos vermelhos na medula óssea); o cálcio (indispensável para a coagulação do sangue); o potássio (mantém o equilíbrio ácido-básico do organismo e regula o equilíbrio da água orgânica); o manganês (atua no crescimento e na reprodução) e o flúor (entra na constituição óssea e dentária). Conforme esta exposição, é possível verificar que além dos benefícios causados pela emanação de energia da Pedra Grande, outros são identificados, cujas influências são transmitidas, em especial, "através dos veios de água que nascem e circulam pelas rochas, apresentando concentrações idênticas a elas". | | Em 1945 é criada a Prefeitura Sanitária de Atibaia e a cidade recebe o título de Estância Mineral. Em 18 de setembro de 1947, ela passa à categoria de Estância Hidromineral. Para Elaine Bach, "nas estâncias hidrominerais as águas recebem as mesmas características dos minerais que compõem as rochas onde nascem e por onde circulam", por isso suas propriedades terapêuticas e curativas - que sempre fizeram parte da história da Humanidade. Por suas águas chamadas "águas medicinais". | 
| Transferência de energia | Segundo a fonosofisioterapia (ciência que estuda as propriedades das pedras a partir de sua ressonância), assim como tudo que é vivo no Universo, as pedras emitem sons, em escalas tão altas que escapam à percepção do ouvido humano. A estudiosa Elaine Blach afirma, por exemplo, que "o cristal é um ser vivo vibrando mais rápido que a velocidade da luz. É som". Por sua constituição química e graus de dureza e cristalização, os cristais e várias pedras preciosas possuem vibração energética própria, sendo capazes de transmitir propriedades orgânicas, terapêuticas e energizantes. | | 
| Baseado nisto e na Física - que comprova a teoria de que todos os elementos se desintegram lentamente, transferindo átomos de sua constituição a corpos próximos - a fonosofia utiliza-se dessa propriedade colocando o indivíduo em contato direto com determinadas pedras, com o objetivo de permitir a transferência de suas qualidades às pessoas. Daí mais um grande benefício causado pela Pedra Grande. Levando em conta que nós, humanos, também temos a nossa vibração e que quando emitimos algum som, produzimos e incrementamos nossa ressonância orgânica, atuando nos minerais que compõem em nosso corpo, quando nos expomos à atuação energética de outros campos ou áreas de maior concentração desses minerais, a interferência (e cura) no campo físico é muito maior. | | Não é à toa que certos locais são considerados verdadeiros santuários ao benefício do homem.... "No tocante à Pedra Grande e à área sob sua influência, não há como negar que, formada por uma grande massa de quartzo, com grande concentração de energia, por si só requer reconhecimento do envolvimento extra-físico. Isso lhe é inerente. É um local de interação energética e espiritual de valor incalculável. Os grandes cristais ou rochas de quartzo distribuem-se em várias regiões do planeta. Em algumas existem templos, santuários, locais sagrados cuja purificação, energização e clima propiciam àqueles que trabalham pela evolução do planeta um meio de agir e interagir para o benefício da humanidade em franca transição. Alguns desses santuários, físicos e extra-físicos, são bastante conhecidos. Um cético doente pode se beneficiar dessas emanações na forma de tratamento e cura de seus males, um indivíduo mais sensível já poderá, além dos benefícios físicos, perceber também a ‘energia’ extraordinária e benfazeja desses locais. Outros, entretanto, poderão, além de tudo isto, ver, ouvir, sentir, comunicar-se, receber os mais diversos bens e, por isso mesmo, à medida de seu conhecimento e reconhecimento, têm para com esses locais um respeito maior que os demais. E procuram de toda forma proteger tais redutos. De tudo o que posso dizer é que a Pedra Grande é um grande santuário" (Elaine Blach). | Estudos de Radiestesia | 
| A Pedra Grande também foi foco de pesquisas na área de radiestesia (que estuda a sensibilidade a radiações). O profissional responsável foi Marco Antonio Libutti. Objetivo: medir sua freqüência energética. Com mais de 4 mil anos de existência, a radiestesia é considerada arte em algumas regiões e ciência em outras, como é o caso da França, Inglaterra, Alemanha e Rússia, onde universidades específicas já conquistaram espaço. | | Em relação à Pedra Grande, as pesquisas não detectaram qualquer tipo de desequilíbrio energético ou energia maléfica, nem mesmo quanto às formas encontradas. Segundo Libutti, a Pedra Grande está longe disto: nela uma vibração intensamente positiva e 100% benéfica para o caso de curas e reenergização para os seres humanos paira no ar. | 
| | Pesquisando as emanações dos raios da pedra, Libutti estabeleceu uma ordem decrescente de influência de cores presentes no espectro: raio verde positivo - que promove cura geral e equilíbrio; raio amarelo - é tonificante e clareador da mente; raio laranja - é também tonificante e restaura partes ósseas; raio vermelho - tonificante, estimulante ativo e influencia a parte sangüínea; raio ultravioleta - atua na ligação com energias mais sutis; raio violeta - também promove a ligação com energias sutis e a limpeza áurica; raio índigo - é sedativo e de ação coagulante; raio azul - é também sedativo, é cicatrizante e atua na proteção áurica. "A formação geológica da região de Atibaia é de aproximadamente 40% de quartzo, mineral trigonal por óxido de silício. Esse mineral conduz telúrica e amplia sua freqüência que, por sua vez, é captada e condensada pela Pedra Grande, devido à sua enorme pressão que exerce sobre a crosta terrestre. É um local excelente para se exercer atividades de cura como tratamento único ou coadjuvante. Qualquer ser vivo exposto à vibração desse lugar captará as freqüências dessa energia através das células, que receberão os benefícios desses estímulos, sendo energizadas e até restauradas. É como se oferecêssemos uma cama a um corpo cansado. As pessoas que têm a benção de permanecer pelo menos uma hora neste local, sentem-se rejuvenescidas e com mais energia. Foi exatamente o que senti após este trabalho".. | História do tombamento | 
| O tombamento da Pedra Grande marcou não só a história de Atibaia como foi um marco no processo de preservação ambiental do país: foi o primeiro tombamento específico de área natural realizado no Brasil. Até então, as lutas haviam sido em prol da preservação histórica, arqueológica ou arquitetônica do nosso patrimônio. O movimento em defesa da Serra do Itapetinga começou com o grito de guerra de um grupo de jovens, em julho de 81, através, principalmente, de publicações na imprensa local e panfletagem nas ruas. Motivo: artigos em jornais falavam de loteamentos e extrações de granito na serra. Em outubro de 80 foi emitido pela Prefeitura de Atibaia o alvará de licença para a implantação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha S/C Ltda". | | Em novembro do mesmo ano, foi aprovada uma lei municipal que preserva uma área verde de 18 km2 ao largo da Pedra Grande. Em julho do próximo ano (81), acontece a primeira reunião para a organização do Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande; são espalhados à população e à imprensa os primeiros alertas sobre a ameaça, já com respaldos dos primeiros contatos com entidades afins, como o Departamento de Biologia da USP e a Associação de Proteção à Natureza - cujos representantes participaram da primeira palestra de conscientização popular, em agosto de 81. | 
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| Após séries de reuniões, palestras, passeatas e publicações - que fez do movimento um dos maiores da história de Atibaia - o então prefeito Gilberto Sant’Anna anuncia, em sessão pública na Câmara Municipal, no dia 25 de fevereiro de 83, a anulação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha". | Cronologia: | Entre 1977 e 1978 - a imprensa local começa a divulgar a presença de loteamentos e extração de granito na Serra do Itapetinga. 8/10/1980 - concedido, pela Prefeitura da Estância de Atibaia, alvará de licença para o loteamento "Atibaia Vista da Montanha S/C Ltda". 3/11/1980 - lei municipal preservando área verde de 18 km², ao largo da Pedra Grande. Julho/81 - reuniões em residências visando à organização de um movimento em defesa da serra da Pedra Grande. É distribuído à população um primeiro impresso de alerta sobre a ameaça. Contato com o Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo e Associação Paulista de Proteção à Natureza. Publicação periódica de artigos alusivos ao movimento, no jornal O Atibaiense. 28/7/81 - reunião no Salão Paroquial da Igreja da Matriz. 30/7/81 - primeiro encontro da comissão do movimento com o prefeito Takao Ono. 2/8/81 - palestra sobre a necessidade de preservação da natureza, no Cine Atibaia. Participação da Associação Paulista de Proteção à Natureza e de cientistas ligados à ecologia. 3/8/81 - instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) pela Câmara Municipal de Atibaia para apurar irregularidades no processo de aprovação e execução do loteamento "Atibaia Vista da Montanha". 6/8/81 - Reportagem sobre a ameaça, publicada pelo Jornal da Tarde. Encontro com o prefeito municipal nas escadarias da prefeitura - momento em que o prefeito anuncia o embargo da extração de granito. Diante da Prefeitura é lido o manifesto do movimento. Passeata pela cidade. Membros da CEI visitam a serra e verificam que continua a destruição de pedras. Início do preenchimento de abaixo-assinado da população. 10/8/81 - decreto municipal que regulamenta a Lei nº 1726, de 3/11/80, estabelecendo medidas específicas para a preservação ecológica de área reservada na serra. 13/8/81 - vereador oficia ao prefeito sobre a hipótese de desapropriação na área do loteamento. 14/8/81 - panfleto do manifesto do Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande. 15/8/81 - esclarecimentos dos loteadores no jornal O Atibaiense. 21/8/81 - palestra na Câmara Municipal ministrada por um dos proprietários da serra. 8/9/81 - incêndio em quase toda a serra. O maior incêndio em oito anos, com duração de 15 dias. O prefeito diz que os bombeiros desistiram de conter as chamas. O fogo, segundo Takao Ono, não impediria a comercialização dos lotes, "pelo contrário, agora, até receberão o respaldo popular, uma vez que, infelizmente, o incêndio destruiu todos os atrativos que eram defendidos", declarou o prefeito. 15/9/81 - o secretário especial de Meio Ambiente, Paulo Nogueira Neto, solicita ao prefeito Takao Ono a anulação do alvará do loteamento "Atibaia Vista da Montanha". 20/9/81 - mesa-redonda no Clube Recreativo Atibaiano. Debate sobre ecologia com a participação de especialistas das áreas de climatologia, geografia, conservação de recursos naturais, espeleologia e geomorfologia, entre outros. 21/9/81 - primeiros passos para o tombamento da Serra da Pedra Grande. Sensibilização de deputados que acabaram por se incorporar à luta. Primeiros contatos com o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), ainda sob a presidência de Ruy Othake. 15/10/81 - o deputado estadual Goro Hama propõe projeto de lei (nº 504/81) que dispõe sobre tombamento de área localizada no município de Atibaia. 8/1/82 - o Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande transforma-se na entidade Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia - sociedade civil sem fins lucrativos. 18/3/82 - surge o Cine Clube da Inter-Ação Ecológica de Atibaia, filiado à Federação Paulista de cineclubes. 21/5/82 - a empresa loteadora "Atibaia Vista da Montanha" , que havia entrado na justiça com um mandato de segurança, obtém liminar para dar continuidade às obras. 14/6/82 - reunião entre o prefeito e loteadores, onde foi discutida a possibilidade de criação de um parque turístico para Atibaia. 3/7/82 e 10/7/82 - em artigos publicados no jornal O Atibaiense, o movimento denuncia o falso "Parque Turístico", patrocinado pelos loteadores. 8/8/82 - Mutirão de Limpeza da Pedra Grande, com a colocação de uma pequena placa que solicita proteção à Pedra Grande. 1/10/82 - encerramento da Comissão Especial de Inquérito, em sessão pública na Câmara Municipal, na presença dos presidentes do Condephaat e da Inter-Ação Ecológica de Atibaia, de entidades preservacionistas, professores, geólogos, geógrafos, arquitetos, representantes de sindicatos, engenheiros, estudantes, políticos, assessores do prefeito e cidadãos. Duração de 5 horas. 10/10/82 - A CEI da Câmara e a Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia entram com requerimento junto ao Condephaat, para o tombamento da Serra da Pedra Grande. 25/2/83 - sessão pública na Câmara Municipal para um diálogo entre o presidente do Condephaat, Asiz Ab’Saber, proprietários da serra e sociedade civil sobre o tombamento da Serra da Pedra Grande. O prefeito Gilberto Sant’Anna anuncia a anulação do loteamento "Atibaia Vista da Montanha". Num primeiro parecer, o conselho do Condephaat manifesta-se favorável ao tombamento. " AÇÃO, TOMADA DE CONSCIÊNCIA. Palestras, mesas-redondas com especialistas em ecologia, panfletos, reuniões, entrevistas em rádio, jornais, contatos com a população, líderes políticos e comunitários, mais de duzentos artigos, passeatas, mutirão de limpeza da Pedra Grande, festas para arrecadação de fundos e promoção. Movimento voltado para o interesse da qualidade de vida da população. Sempre reagindo à fácil rotulagem dos ismos. Mais de dois anos em defesa da Serra da Pedra Grande. Não se pode pensar em bem-estar social sem que se esteja de bem com a natureza. E o primeiro passo é deixá-la como está, sem tratores que a rasguem, sem concretagens, nem o pisoteamento das ondas dos passos turísticos. Preferimos o ‘rural serrano’ sugerido pelo professor Asiz. Lutamos pelo reconhecimento da serra como nosso patrimônio maior, ao lado do clima, da água e das raízes culturais. Estamos muito preocupados, também, com o alimento cultivado em nossas terras. Somos contra o uso indiscriminado dos venenos agrícolas. Quanto à serra e à natureza de Atibaia, não nos atraem os cartões postais, coloridos, mas sem vida. Estamos atentos e contamos com a população na luta preservacionista da natureza e seus espaços. Queremos a mais livre movimentação, sem excesso de fiscalização e placas proibitivas. É preciso educar desde cedo - e educação é um processo - na fundamental questão ambiental. Já em nosso manifesto de 14 de agosto de 1981 pedíamos um plano diretor para a cidade. No plano se deverá prever qualquer obra antiecológica. O processo ambientalista e cultural da cidade não se esgota com o tombamento, ao contrário, assinala a maior responsabilidade da população em garantir o que conquistou. É marco fundamental da fase em que é devolvida à população o legítimo controle de seu destino, bem como da sorte de seu meio ambiente. As idéias que nos norteiam pressupõem os princípios ‘ecologia’, ‘autonomia individual e dos grupos sociais’, ‘ preservação ambiental’, ‘descentralização administrativa’, visando contribuir para a implantação de uma democracia concreta." (Maio de 1983 - Pedra Grande Inter-Ação Ecológica de Atibaia) Texto Originalmente copiado do site http://www.atibaia.com.br/2003/turismo/info_pedra.asp |
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